Igreja Doméstica

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Comunhão Espiritual

A instituição do sacramento da Eucaristia se deu pelas mãos do próprio Cristo. Os sagrados autores interpretam o sublime sacrifício por meio de várias designações, já que uma única palavra não podia de modo algum exprimir o admirável Sacramento.

Uma delas é Eucaristia, que significa em vernáculo “boa graça”, ou também “ação de graças”. Se diz “boa graça” não somente por prefigurar a vida eterna, da qual está escrito: “A graça de Deus é a vida eterna” (Romanos 6, 23), mas também por conter em si a Nosso Senhor, que é graça por excelência e a fonte de todas as graças (São João 1, 4; Tito 2, 11).

Antes do dia da festa da Páscoa, sabendo Jesus que era chegada a sua hora, de passar deste mundo ao Pai, como tinha amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim (São João 13,1).

Por amor extremo aos Seus (seguidores), o Senhor consumou o Mistério, pois sabia que chegara a hora de partir deste mundo ao Pai. Para jamais se separar dos Seus, Cristo transcendeu todas as leis da natureza.

Após celebrar a Ceia do Cordeiro Pascal com os Discípulos “tomou Ele o pão, deu graças a Deus, benzeu-o e partiu-o, distribuiu-os aos Seus Discípulos, pronunciando as palavras: Tomai, e comei. Isto é o Meu Corpo, que vai ser entregue por amor de vós. Fazei isto em memória de Mim. Do mesmo modo, tomou também o cálice, depois da ceia, e disse: Este Cálice é a nova Aliança no Meu Sangue. Fazei isto em Minha memória, todas as vezes que o beberdes“.

Mateus 26,26; Lucas 22,19 ss.; Marcos 14,22; Marcos 11,24 ss.

Os autores sagrados, por vezes, também dão o nome de “Viático” ao sacramento da Eucaristia, por ser o alimento espiritual que além de nos sustentar na peregrinação desta vida, como também prepara o nosso caminho para a eterna glória e felicidade (Êxodo 12, 3-11).

Apesar do uso da palavra alimento, não é permitido consagrar ou receber a Eucaristia, depois de ter comido ou bebido alguma coisa. Este salutar costume foi introduzido pelo Santos Apóstolos, que desde sempre foi mantido e observado, o de apenas receber a Comunhão em jejum natural.

Sugestão de Leitura

Conheça a verdadeira fé da Igreja Católica Apostólica Romana, de mais de dois mil anos de História, Tradição e Magistério.
O Catecismo Romano do Concílio de Trento (1566) é uma importantíssima obra da Fé Católica, e uma referência indispensável para os padres, catequistas e seminaristas para sua formação teológica.
Mas nem por isso, o Leigo (fiel) está impedido de estudá-lo, pelo contrário, nesses tempos em que encontrar um Padre ou um catequista honesto para orientação está cada vez mais difícil.

É possível Comungar Espiritualmente apenas? Eis a dúvida...

Santa Catarina de Siena também estava em dúvida se a comunhão espiritual era válida. E então ela teve uma visão de Jesus com dois cálices nas mãos, um de ouro e outro de prata. E Jesus disse a Santa Catarina, que no cálice de ouro, Ele colocava as suas comunhões sacramentais e, no cálice de prata, Ele colocava as suas comunhões espirituais. E que os dois cálices lhe eram muito agradáveis.

Quer prova maior do que essa?

O próprio Cristo disse que a comunhão espiritual também o agrada, ou seja, sim, Jesus Cristo aceita a comunhão espiritual.

Quem ainda dúvida...?

Para aqueles que não se convencem com a mensagem do próprio Cristo, por meio de uma Santa canonizada pela verdadeira e única Igreja de Deus na terra, acreditamos que não há mais o que os convença, a não ser a opinião de um padre artista que faz shows pelo Brasil.

Ainda temos o atestado de Santo Agostinho (à esquerda na pintura acima), filósofo, teólogo e, um dos maiores Doutores da Igreja nesses mais de dois mil anos da história de nossa Igreja.

“Quem não permanece em Cristo, e no qual Cristo por sua vez não permanece, esse não come espiritualmente a Sua Carne, embora tenha entre os dentes, de maneira carnal e sensível, o Sacramento de Seu Corpo e Sangue”.

Santo Agostinho. In Iohan. tratc., 26 18.

Dessa maneira, quem está em estado de impureza e recebe os Santos Mistérios, além de não auferir fruto algum, ainda “come e bebe a sua própria condenação”, como atesta Santo Agostinho.

E o que isso significa a respeito da Comunhão Espiritual?

Vamos transcrever exatamente o que diz o mencionado Catecismo Romano do Concílio de Trento, vejamos:

Muitos recebem a Eucaristia só espiritualmente, como se costuma dizer. São aqueles que se nutrem deste Pão Celestial, pelo desejo e a intenção de recebê-lo, animados de uma fé viva, “que se torna operosa pela caridade”. Por essa prática, alcançam, se não todos os frutos, pelo menos grande abundância deles.

Logo, no caso de ausência de um sacerdote, para consagrar o pão e o vinho em nome de Jesus Cristo, como Ele determinou. Aí sim é permitido ao fiel de boa-fé, e em estado de necessidade, que se prepara para receber espiritualmente o Corpo de Nosso Senhor, e obter as graças, mesmo que não todas que a comunhão sacramental concede.

Oração de Santo Afonso Maria de Ligório para receber a Comunhão Espiritual:

“Ó Meu Jesus, creio que estais realmente presente no Santíssimo Sacramento do Altar. Amo-vos sobre todas as coisas, e minha alma suspira por Vós. Mas, como não posso receber-Vos agora no Santíssimo Sacramento, vinde, ao menos espiritualmente, a meu coração.   Abraço-me convosco como se já estivésseis comigo: uno-me Convosco inteiramente. Ah! não permitais que torne a separar-me de Vós”

Veja um vídeo sobre como fazer a Comunhão Espiritual segundo a Doutrina Católica

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Introdução aos Sacramentos
Batismo
Confissão Espiritual